segunda-feira, junho 04, 2018

Independencia de Alfonso Rodríguez (M Editora. 2018)

 
 
Independencia de Alfonso Rodríguez (Ourense. 1973)
Edita M. Editora
Independencia oportunista ou oportuna independencia?
“Non, eu non quero ser esa persoa unida por un cordón umbilical aos supostos nutrientes cos que nos "agasalla" ese ente enredante e global, neuronal, funcional que anexiona a todas as nosas almas nun todo simulando e situándonos por riba desa montaña máxica que é a nosa cadeira ou o noso sofá, as nosas mans…” Mans que só aloumiñan os fríos dispositivos e se quedan pegadas a eles…
Prezada palabra semellante á utopía a que titula este poemario e que o autor ten como arela que, claro está, non chega a ela máis que co seu desexo. Pero serve para tensar, ás veces, ata certos límites, soñando con rompelos tanto na vida como na mente.
Algo de humor e algún que outro xogo de palabras, a fartura de dependencias de todo tipo, certo intimismo, quizais a contraposición natureza/tecnoloxía e a crítica ao que vé, incluído él mesmo, configura en definitiva Alfonso Rodríguez este poemario oportunista.

quarta-feira, maio 09, 2018

Á deriva de Henrique Dacosta





Ainda ter, há agora mais de vinte anos, marchado de Ferrol, gosto de voltar a visitar, entre outras coisas, a costa de Trasancos. Acho que a cidade da minha infância e adolescência estará sempre comigo. Desde que estou fora, não consegui que nenhuma das cidades das que fui hospede fica-se na minha memória com a intensidade daquela na que nasci.
É por todo isto, e por outras moitas coisas, que gostei muito de ler os textos que Henrique Dacosta apresenta no seu, até hoje, último livro de relatos, publicado por Belagua. Á deriva recolhe espaços que conheço bem, acontecimentos que vivi com expectação. Nesse livro experimentei um retorno a um Ferrol cheio de lembranças. Todo com uma língua especialmente cuidada.
Mas não é um livro pensado só para nostálgicos da cidade, como posso ser eu, é um livro para quem queira ter outra visão diferente da que já tem, ou da que pôde ter-se formado ao achegar-se a preconceitos gestados desde há décadas. Ou mesmo é possível tratar a cidade como um espaço anônimo e imaginar que é qualquer outra urbe do país, ou mesmo de além das nossas fronteiras imaginárias. Porque nos relatos de Á deriva existem suficientes espaços em comum como para que qualquer pessoa possa sentir-se como nascida em Ferrol.     

sexta-feira, abril 06, 2018

Tripas no Faro da Cultura

No suplemento cultural do Faro de Vigo, Faro da Cultura do 22 de febreiro de 2018, saiu esta entrevista ao redor de Tripas.

Jaureguizar sobre Tripas

Artigo de santiago Jaureguizar sobre Tripas (Belagua.2017) aparecido no xornal El Porgreso o 9 de febreiro de 2018.

quarta-feira, abril 04, 2018

Primeiras páxinas de Tripas.

Pódese acceder ás primeiras páxinas de Tripas.
Aquí.

terça-feira, janeiro 09, 2018

José Alberte Corral fala sobre Ocidente





 Deparemos no relato de “Ocidente” intitulado: Não há ninguém perto de si”, escrevido com um feitio plástico e ricaz, Nele Momám elabora umha estória inesperada onde tempos e espaços estám misturados num discurso para nos mostrar aquilo que é agachado ainda que padecido. A linguagem está determinada por umha rítmica directa e sedutora. A personagem central encarnada numha mulher, Ameline, marca e vértebra todo o desenvolvimento dos acontecimentos narrados desde umha sexualidade livre até nos apresentar a barbaridade da guerra.