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quarta-feira, agosto 27, 2008

impresionante Mariza, imprescindible

Non é novo o meu gusto polo fado, malia non ter afondado moito nel, pero mais despois de escoitar a Mariza. Esta peza en concreto, cun contrabaixo tocado con arco de fondo pon, realmente, a pel de galiña.


Duas lágrimas de orvalho

Mariza

Duas lágrimas de orvalho
Caíram nas minhas mãos
Quando eu te afaguei o rosto
Pobre de mim, pouco valho
Pra te acudir na desgraça,
Pra te valer no desgosto

Por que choras, não me dizes
Não é presciso dizê-lo
Não dizes, eu advinho
Os amantes infelizes
Deveriam ter coragem
Para mudar de caminho

Por amor damos alma,
Damos corpo, damos tudo
Até cansarmos na jornada
Mas quando a vida se acaba
O que era amor, é saudade
E a vida já não é nada

Se estás a tempo, recua
Amordaça o coração
Mata o passado e sorri
Mas se não estás, continua
Disse isto minha mãe
Ao ver-me chorar por ti

Um comentário:

Mariola disse...

Adoro a última estrofa, os tres primeiros versos.

Veleno puro.

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