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terça-feira, novembro 14, 2017

Ocidente


Ocidente
Alberte Momán Noval
Círculo Rojo. 2017

Atar é submeter.

Manter preso um animal com a pele de outro ani­mal.

A humilhação como a máxima expressão do domí­nio.

Submeter os escravos com a pele de outros escravos.

Aprendemos em crianças a falar a língua do homem branco, aquela do ocidente que se tornou universal, porque o ocidente só conhece uma língua.

Pego no copo, antes do primeiro sorvo olho ao redor e só vejo ocidente.




Alberte Momán Noval. Ferrol. 1976
Para quem tem nado nela, Ferrol é mais do que uma cidade. Para mim tem sido um recurso literário para a sobreviver. É por isso que sempre volto ao mesmo livro, descrevendo um Ferrol que não é mais aquela cidade, senão uma forma de falar do atual Ocidente.





terça-feira, outubro 31, 2017

Tripas

 
Tripas
Alberte Momán Noval (Ferrol. 1976)
Belagua Ediciones. 2017
Edición bilingüe Galego/Español

Facer visibles as tripas, todo o que de forma natural permanece agochado, non é fácil, nin sequera conveniente. Transparentar os tecidos que recobren o oculto significa evitar as precaucións inherentes ao instinto de supervivencia, espirse no máis cru inverno dunha periferia universal e fragmentada. Deixar constancia da dor, da mácula coa que o sangue escurece as superficies é, en esencia, morrer para deixar paso ao mito, ao que nunca foi pero que permanece.
Hacer visibles las tripas, todo lo que de forma natural permanece escondido, no es fácil, ni siquiera conveniente. Transparentar los tejidos que recubren lo oculto significa evitar las precauciones inherentes al instinto de supervivencia, desnudarse en el más crudo invierno de una periferia universal y fragmentada. Dejar constancia del dolor, de la mácula con la que la sangre oscurece las superficies es, en esencia, morir para dejar paso al mito, a lo que nunca fue pero que permanece.

quarta-feira, junho 07, 2017

Com os tempos

Vieram as rapinas à sega
e colmaram com a sombra as dinâmicas
do movimento.

Qualquer silêncio é o primeiro signo de perigo.
Qualquer pausa.

Viver depois a queda.

Lucrar-se com o pânico é, formalmente,
apenas um recurso. Aos mais oferecera-se-nos a opção da fugida.